As instituições de crédito em Portugal concederam em Fevereiro 1.673 milhões de euros para novos empréstimos à habitação, o valor mais baixo em 12 meses, segundo o Banco de Portugal.
A subida recente dos preços da energia e dos combustíveis, está a pressionar a inflação e poderá ter reflexos directos no aumento das prestações do crédito à habitação nos próximos meses.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação diminuiu para 3,079% em Fevereiro, ficando abaixo dos 3,111% de Janeiro de 2026 e dos 3,830% de Fevereiro de 2025, indicam dados divulgados hoje pelo INE.
Para a compra de habitação própria permanente, foram celebrados 105 mil contratos de crédito à habitação em 2025, tendo envolvido 163 mil pessoas. Metade destes novos créditos tinham um valor igual ou inferior a 170 mil euros, revela o Banco de Portugal.
Em 2025, foram emitidas 19.817 licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais, representando um incremento de 3,3% face ao ano anterior, revela a Síntese Estatística da Habitação da AICOOPN.
As renegociações de crédito à habitação em janeiro recuaram 6%, em termos homólogos, para 466 milhões de euros, apesar da subida em cadeia, referem dados hoje publicados pelo Banco de Portugal.
A produção de crédito à habitação registou 5,8 mil milhões de euros em 2025, mais 40% do que no período homólogo de 2024, para um total aproximado de 28,2 mil milhões de euros.
O Governo aprovou o reforço da garantia pública para a compra de casa por jovens até aos 35 anos em 250 milhões de euros à CGD e em 25,8 milhões de euros ao Banco CTT, segundo despacho hoje publicado.
O novo ano arranca com a prestação da casa a subir para créditos com taxa variável a três e seis meses, a maioria dos contratos de empréstimos à habitação em Portugal, segundo a simulação da Deco Proteste.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi 2 060 euros por metro quadrado em Novembro, mais 35 euros que o observado no mês precedente. Em termos homólogos, a taxa de variação fixou-se em 18,4% (17,7% em Outubro), revela hoje o INE.